Extração de Mg: 8–15 kg/ha/safra | Dose: 0,5–1,0 t/ha | Frequência: anual ou bienal
O Mg é co-fator da nitrogenase nos nódulos de Bradyrhizobium — deficiência compromete a fixação biológica de N₂. Em solos de cerrado com Ca:Mg desequilibrado, a FBN cai significativamente antes dos sintomas visuais aparecerem.
Benefícios: melhora nodulação e FBN; maior vigor de sementes; aumento do peso de grãos e teor de proteínas; redução do ataque de nematoides; tolerância a seca e calor; correção da relação Ca:Mg.
Extração de Mg: 40–90 kg/ha/ano | Dose: 2,0–2,5 t/ha reforma; 1,0–1,5 t/ha manutenção | Frequência: na reforma + soqueira
O Mg ativa a PEP-carboxilase — enzima responsável pela síntese de sacarose nas células C4 da cana. Deficiência de Mg reduz o ATR mesmo sem sintomas visuais claros.
Benefícios: aumento do ATR; melhora do perfilhamento e rebrota da soqueira; colmos mais eretos (menos perdas na colheita); redução da toxidez por Al³⁺; fortalecimento contra broca e cigarrinha; prolongamento da vida útil do canavial.
Extração de Mg: 30–60 kg/ha/ano | Dose: 1,0–1,5 t/ha | Frequência: bienal
A bienalidade do café é frequentemente agravada por deficiência de Mg: em anos de alta carga, a planta mobiliza todo o Mg das folhas para os frutos, comprometendo a recuperação para o ciclo seguinte.
Benefícios: redução da bienalidade; melhor enchimento e qualidade dos grãos; melhora das características sensoriais (menos amargor); resistência a ferrugem e cercosporiose; recuperação mais rápida pós-colheita.
Extração de Mg: 10–20 kg/ha/ciclo | Dose: 1,0–1,5 t/ha | Frequência: no plantio (efeito residual cobre o ciclo de 7 anos)
Benefícios: maior vigor e sobrevivência das mudas; incremento de volume de madeira; melhora da densidade básica (rendimento em celulose); resistência ao déficit hídrico; uniformidade dos talhões.
Dose: 1,0–1,5 t/ha | Frequência: na reforma ou recuperação de pastagens degradadas
Benefícios: fortalece o sistema radicular das gramíneas; melhora aproveitamento da adubação nitrogenada; resistência ao pisoteio e à seca; recuperação de pastagens degradadas com Ca:Mg desequilibrado.
Dose: 1,0–1,5 t/ha | Frequência: anual. Sistemas intensivos com irrigação têm alta lixiviação de Mg.
Benefícios: melhora CTC em solos arenosos; maior eficiência dos fertilizantes solúveis aplicados; fortalecimento contra estresses bióticos; compatível com compostagem e fertirrigação.
Dose: 3–8% (m/m) em relação à massa total da leira
O silicato de magnésio enriquece compostos com Mg e Si, estabiliza o pH da leira, reduz perdas de N por volatilização de amônia, estimula microrganismos decompositores e aumenta a CTC do composto final.
| Cultura | Dose (t/ha) | Frequência | Extração Mg (kg/ha/ano) |
|---|---|---|---|
| Cana — reforma | 2,0–2,5 | A cada reforma | 40–90 |
| Café | 1,0–1,5 | Bienal | 30–60 |
| Soja | 0,5–1,0 | Anual ou bienal | 8–15 |
| Milho | 0,5–1,0 | Anual ou bienal | 10–18 |
| Hortaliças | 1,0–1,5 | Anual | 15–25 |
| Abacate | 1,5–2,0 | Bienal | 20–40 |
| Eucalipto | 1,0–1,5 | No plantio | 10–20/ciclo |
| Pastagens | 1,0–1,5 | Na reforma | — |