A rochagem é a prática agronômica de aplicar pós de rocha finamente moídos ao solo como fonte de nutrientes minerais. É uma das estratégias centrais da agricultura regenerativa e da fertilização de baixo impacto ambiental no Brasil e no mundo.
A remineralização do solo busca restituir os minerais primários perdidos pelo uso agrícola intensivo, pela lixiviação e pela exportação nas colheitas. Ao contrário dos fertilizantes solúveis de síntese química, os remineralizadores liberam nutrientes gradualmente — replicando em escala agronômica o processo natural de formação do solo a partir de rochas.
Remineralizadores de solo são regulamentados no Brasil pela Lei nº 12.890/2013 e pela IN MAPA nº 5/2016. Os principais tipos classificados por composição:
| Tipo | Sigla | Rochas principais | Nutrientes fornecidos |
|---|---|---|---|
| Silicatado magnesiano | ASiMg | Dunito, serpentinito | Mg, Si |
| Silicatado potássico | ASiK | Siltito glauconítico, mica-xisto | K, Si |
| Silicatado cálcio-magnesiano | ASiCaMg | Basalto, gabro | Ca, Mg, Si |
| Silicatado cálcio-Mg-potássico | ASiCaMgK | Kamafugito, carbonatito | Ca, Mg, K, Si |
| Fosfatado | — | Apatita, fosfato natural reativo | P, Ca |
O silicato de magnésio natural (dunito e serpentinito) é o remineralizador com maior concentração de MgO — 30% de MgO no produto da Agrominas Fertilizantes, contra 6–12% no calcário dolomítico.
Solos tropicais brasileiros — especialmente os de cerrado — são naturalmente pobres em minerais primários. O intemperismo intenso ao longo de milhões de anos, combinado com décadas de agricultura intensiva, esgotou as reservas minerais que sustentam a fertilidade natural. Os principais problemas: